O que são os 4 Temperamentos e porque é que influenciam a forma de educar
Já alguma vez
olhaste para o teu filho e pensaste: "Porque é que ele reage
assim?" Ou talvez te tenhas questionado porque é que o que funciona
com uma criança falha completamente com outra.
A resposta pode
estar numa das ferramentas mais antigas e fascinantes do autoconhecimento
humano: os 4 Temperamentos.
Um mapa, não
uma caixa
Os 4 Temperamentos
— Colérico, Sanguíneo, Fleumático e Melancólico — têm raízes que remontam à
Grécia Antiga, mas a sua utilidade é completamente atual. Ao longo dos séculos,
filósofos, médicos e educadores foram refinando esta forma de compreender o ser
humano, e hoje ela continua a ser uma das mais poderosas ferramentas para nos
entender a nós próprios e aos outros.
A ideia central
é simples: cada pessoa nasce com uma forma predominante de sentir, de reagir e
de estar no mundo. E cada forma não é melhor nem pior, é diferente. E quando
começamos a ver essa diferença com curiosidade, em vez de frustração, tudo
muda.
Conhece os 4
Temperamentos dos teus filhos
O colérico é aquele filho que parece ter nascido a
liderar. Determinado, enérgico, com vontade própria desde pequenino. Quando
quer algo, vai a fundo. O seu principal desafio é a impaciência, com os outros
e consigo mesmo. Este filho precisa de sentir que tem voz, que é levado a
sério. Quando se sente controlado demais, resiste. Quando se sente respeitado,
surpreende-te.
O sanguíneo é a luz da casa. Sociável, alegre,
cheio de ideias novas a cada cinco minutos. Está sempre pronto para brincar,
para conversar, para explorar. O desafio é manter o foco, terminar o que
começa, cumprir o que promete. Este filho prospera com conexão, variedade e um
olhar que o celebre, não que o corrija constantemente.
O fleumático é a tua âncora. Calmo, estável,
raramente perde a cabeça. É o tipo de criança que parece ir na onda de tudo, o
que nem sempre é bom sinal, pois acaba sempre por ceder às vontades dos outros.
O desafio é a tendência para evitar conflitos e adiar o que é difícil. Este
filho precisa de tempo, de ritmo, de um ambiente onde não se sinta pressionado
a ser diferente do que é.
O
melancólico sente tudo
em profundidade. Criativo, reflexivo, com uma sensibilidade que pode ser uma
dádiva e uma fonte de sofrimento ao mesmo tempo. O desafio é o perfeccionismo e
a autocrítica que não para. Este filho precisa de ordem, de previsibilidade, e,
acima de tudo, de sentir que é compreendido no seu mundo interior.
E o que é
que isto muda na forma de educar?
Tudo!
Quando não
conhecemos o Temperamento do nosso filho, tendemos a reagir ao comportamento.
Quando o conhecemos, começamos a ver a necessidade por trás do comportamento e
aprendemos a ajustar a nossa forma de educar ao filho que temos à frente.
O filho
colérico que "desafia tudo" não está a tentar ser difícil, está a
afirmar a sua identidade.
O filho
sanguíneo que "nunca acaba nada" não é preguiçoso, precisa de
estrutura com liberdade.
O filho
fleumático que "não reage a nada" não é indiferente, está a
processar.
O filho
melancólico que "sofre com tudo" não é dramático, sente genuinamente
mais fundo.
E quando
percebemos isto, a nossa resposta muda. A nossa voz muda. A nossa paciência tem
mais onde se apoiar.
Mas há um
passo antes deste
Antes de
conheceres o Temperamento do teu filho, é fundamental conheceres o teu.
Porque a forma
como reages a um filho colérico tem muito a ver com o teu próprio Temperamento.
A dificuldade que sentes com a sensibilidade do filho melancólico pode ser um
espelho da tua própria relação com as emoções.
É por isso que
o trabalho começa sempre em ti.
Conhecer o teu Temperamento,
perceber como ele se encontra, ou colide, com o do teu filho e com o do teu marido:
esta é a base para uma educação mais consciente, mais intencional, e muito
menos exaustiva.
Se sentes que este tema ressoa contigo, talvez seja o momento certo para começar esse caminho de autoconhecimento. Porque quando te conheces melhor, tudo à tua volta começa a fazer mais sentido!



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