“Já vou… depois.” – Quando os filhos adiam tudo
Quantas vezes
já ouviste o teu filho dizer:
·
“Já
vou… depois.”
·
“Espera mais um bocadinho.”
·
“Daqui a pouco faço.”
E depois… não
acontece nada.
À primeira
vista, pode parecer preguiça, teimosia ou até esquecimento. Mas, na verdade,
não é nada disso.
O “já vou
depois” é um hábito. Um caminho que o cérebro do teu filho já percorreu
tantas vezes que se tornou automático.
E sabes o mais
curioso?
Adiar constantemente também exige empenho. O cérebro gasta energia a evitar.
Por isso, não é falta de disciplina. É apenas disciplina aplicada na direção
errada.
O erro mais
comum dos pais
Quando
percebemos que os filhos andam sempre a adiar, a nossa tendência natural é… empurrar.
Relembramos mil vezes, insistimos, ameaçamos, ou até fazemos nós por eles
(porque é mais rápido).
Mas isso não
resulta.
Porque, para eles, aquela tarefa parece um monte enorme para escalar.
Quando dizemos:
“Vai arrumar o quarto”, o que muitas crianças ouvem é:
“Aqui tens uma montanha gigante. Escala-a sozinha.”
E claro, o
cérebro bloqueia. Ficam parados, sem saber por onde começar.
O que
resulta de verdade
A chave não é
empurrar mais forte.
É guiar o primeiro passo.
1.
Entrar
no quarto com eles e dizer: “Só vamos apanhar o lixo. Nada mais.”
2.
Depois:
“Agora junta a roupa. Não é preciso dobrar, só pôr no cesto.
3.
Em
seguida: “Vamos limpar a secretária. Só isso.”
De repente, o
quarto já não parece um monstro impossível.
E eles sentem algo poderoso: progresso.
E quando sentem
progresso, a resistência dá lugar à motivação.
O que isto
ensina à criança (e a ti também)
✔️
Que não precisam de evitar.
✔️ Que
começar é mais importante do que acabar tudo de uma vez.
✔️ Que
pequenas vitórias criam confiança.
E tu, como mãe,
ganhas clareza: não é preciso seres a “sargento” nem a fazeres tudo sozinha.
Basta ajudares o teu filho a encontrar a primeira pedra no caminho.
É este
equilíbrio — entre orientar e dar autonomia — que vai transformando velhos
hábitos em novas rotinas.
A grande
mensagem
Da próxima vez
que ouvires um “já vou… depois”:
Não entres na luta.
Não carregues sozinha a montanha.
Ajuda apenas a dar o primeiro passo.
Porque é nesse primeiro passo que a mudança começa!



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