Educar a vontade dos filhos: aprender a fazer o que é necessário


Uma das grandes tarefas da educação é ajudar os filhos a formar a sua vontade. E isto nem sempre é fácil de explicar.

Educar a vontade não significa anular a personalidade da criança, nem criar filhos submissos ou sem opinião. Pelo contrário: significa ajudá-los a desenvolver a capacidade de escolher o bem, mesmo quando não é o mais fácil ou o mais agradável.

Todas as crianças nascem com desejos, mas a vontade precisa de ser educada.

 

Vontade não é o mesmo que capricho

Uma criança pequena vive muito no mundo do imediato:

“Não me apetece arrumar.”

“Não quero tomar banho.”

“Não quero fazer os trabalhos de casa.”

Se educarmos apenas a partir do que a criança quer naquele momento, acabamos por formar adultos que têm dificuldade em lidar com frustração, esforço e responsabilidade.

Educar a vontade significa ajudar a criança a perceber uma coisa muito importante: nem sempre fazemos o que apetece. Muitas vezes fazemos o que é necessário.

 

Aprender a fazer o que é necessário

A vida adulta está cheia deste tipo de exemplos: trabalhar mesmo quando estamos cansados, cuidar de alguém quando não é confortável, manter compromissos mesmo quando surgem dificuldades.

Estas capacidades não aparecem de repente aos 18 anos.

Elas começam a ser treinadas muito cedo, nas pequenas coisas do dia a dia: arrumar os brinquedos, ajudar em casa, terminar uma tarefa começada, cumprir rotinas.

Não são apenas regras. São exercícios de formação da vontade.

 

A importância do exemplo dos pais

Aqui aparece um ponto essencial. Os filhos aprendem muito mais com aquilo que nos veem fazer do que com aquilo que lhes dizemos. Se os pais vivem permanentemente orientados pelo “apetece-me ou não me apetece”, a criança aprende exatamente o mesmo modelo.

Mas quando vê os pais cumprirem responsabilidades, terminarem tarefas, fazerem sacrifícios pela família, percebe que existe algo maior do que o conforto imediato.

A educação da vontade começa dentro de casa.

Isto não forma crianças reprimidas.

Forma crianças capazes de assumir responsabilidades, servir os outros, perseverar quando algo é difícil.

 

Se uma criança aprende desde cedo que só deve fazer o que lhe apetece, terá dificuldade em lidar com frustração, esforço, limites, compromissos.

Mas quando aprende a educar a sua vontade, desenvolve algo muito mais profundo: autodomínio.

E isso será uma das ferramentas mais importantes para a sua vida adulta.

 

Um desafio para nós, pais

A verdade é que educar a vontade dos filhos exige também educar a nossa.

Porque muitas vezes é mais fácil ceder. É mais rápido. Há menos conflito. O dia corre com menos tensão.

Mas educar não é apenas resolver o momento. É formar a pessoa.

 

Se sentes dificuldade em encontrar o equilíbrio entre firmeza e compreensão na educação dos teus filhos, não estás sozinho.

Educar a vontade das crianças exige clareza, consistência e segurança por parte dos pais. Três coisas que nem sempre são fáceis de sustentar no meio da rotina.

Na Sessão Zero, trabalhamos exatamente isso: vamos olhar para a dinâmica da tua família e perceber como orientar os teus filhos com mais intenção e menos desgaste.

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